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Chaminé Solare

As chaminés solares são dispositivos desenvolvidos para geração eólica de energia elétrica.

A chaminé solar representa um dispositivo solar, proposto pelo professor J. Schlaich, para geração de energia elétrica. A primeira instalação piloto de uma chaminé solar, experimental, entrou em funcionamento no deserto de Manzanares, na Espanha, em junho de 1982. O dispositivo construído possuía uma torre de 195 metros de altura e 10 metros de diâmetro. A cobertura tinha o diâmetro de 240 metros e uma altura em relação ao solo que variava de 2 metros na extremidade do coletor até 6 metros no centro (Schlaich, 1992). A instalação solar de Manzanares foi projetada para produção de uma potência elétrica de pico de 50 kW, promovida pela passagem do escoamento de ar por uma turbina axial instalada na base da torre e acoplada a um gerador elétrico.Austrália construirá torre solar com um quilômetro de altura

Frédéric Thérin / Periodico "Le Monde" (França)
Em Sydney (Austrália) / http://www.edrb.com.br/ler_noticia.asp?numero=00005

O seu princípio é muito simples mas as suas dimensões são absolutamente gigantescas. Uma torre de concreto de 1 km de altura, visível a 80 km de distância e cercada por painéis solares cobrindo uma superfície de 5 km2 deverá ver a luz do dia no sertão australiano em 2005. O governo federal deste país aprovou, em agosto, o lançamento deste projeto que foi criado e planejado por Jorg Schlaich, um pesquisador alemão da universidade de Stuttgart, e que deverá fornecer no médio prazo uma potência máxima de 200 megawatts de eletricidade.

"Vento artificial"

A Torre Solar -- conforme ela foi batizada oficialmente -- está esperando apenas pela autorização do governo de Nova Gales do Sul para que os seus promotores comecem a construí-la no começo do próximo ano. Segundo as previsões, 2.700 pessoas trabalharão nesta obra gigantesca. A técnica utilizada já foi devidamente comprovada. O ar aquecido pelos painéis solares será dirigido para uma imensa chaminé de um diâmetro de 130 metros. Sabendo-se que o ar quente sempre é atraído para o alto e que a temperatura na atmosfera diminui em média de 1 grau centígrado a cada 100 metros de altitude, uma corrente de ar de 35 a 50 km/h soprará em permanência dentro do tubo de concreto.

Esse vento artificial fará funcionar 32 turbinas que serão construídas na base da chaminé. Ao contrário das outras técnicas que utilizam a energia solar (as quais, geralmente, envolvem painéis compostos por espelhos aquecendo água, a qual, por sua vez, se transforma em vapor e alimenta turbinas), a central planejada pelos pesquisadores alemães produzirá eletricidade tanto durante o dia como à noite. Depois do pôr-do-sol, a mais alta estrutura jamais construída pelo homem (as torres Petronas em Kuala Lumpur, na Malásia, culminam a 452 metros de altura enquanto a torre CN em Toronto, no Canadá, não ultrapassa os 552 metros de altura) deverá funcionar ainda melhor uma vez que o ar externo será mais fresco, o que irá aumentar a velocidade do ar aquecido pelos painéis solares.


Torre solar com um quilômetro de altura de Enviromission

O grupo de pesquisas alemão Schlaich Bergermann and Partner (SBP) já testou com sucesso a sua técnica. Construída em 1982, em Manzanares, na Espanha, a sua primeira central solar, composta por uma chaminé de 194 metros de altura e por painéis cobrindo uma superfície de 6.000 m2, produziu durante sete anos 50 megawatts. Para funcionar da melhor maneira possível, uma usina desse tipo precisa ser construída numa região muito ensolarada e caracterizada por amplos espaços desérticos. A Austrália, nesse sentido, constitui um terreno de experiência perfeito.

O local escolhido pelos promotores e pelo governo federal situa-se em Buronga, a 25 quilômetros ao nordeste de Mildura, na fronteira entre os Estados de Victoria e de Nova Gales do Sul, e a 625 quilômetros ao sudoeste de Sydney. Esta região, que permanece seca e ensolarada durante o ano inteiro, é também muito plana (o que é um fator determinante para a implantação dos painéis solares) e situada à proximidade de uma linha de alta tensão.

As autoridades de Canberra (a capital administrativa da Austrália) deram pareceres plenamente favoráveis a este projeto. O ministério federal da indústria decidiu, em agosto, inscrever este programa entre as grandes obras prioritárias do país. Com efeito, mais de 90% da eletricidade produzida neste país-continente é produzida atualmente por centrais alimentadas por carvão, fortemente poluidoras. Para produzir 200 megawatts e fornecer eletricidade para cerca de 200 mil casas e apartamentos, essas centrais geram, segundo o Instituto Australiano da Energia (AIE), cerca de 900 000 toneladas de dióxido de carbono por ano, o que agrava o fenômeno global do efeito estufa.
A central solar, por sua vez, só produz uma corrente de ar e um fino vapor úmido no topo de sua chaminé. Contudo, ela levará dois anos e meio para economizar o volume de dióxido de carbono que os seus produtores produzirão na fabricação de seus diversos componentes (aço, vidro, concreto, turbinas, etc...).

Esse tipo de energia limpa deverá conhecer um amplo sucesso nos próximos anos. Com efeito, os países signatários dos acordos de Kyoto (no Japão) precisam encontrar métodos que lhes permitam reduzir, até 2010, em 5% as suas emissões de gases geradores do efeito estufa, conforme medições registradas em 1990. A Austrália, que emite o maior volume anual de gases geradores do efeito estufa por habitante no mundo (27 toneladas), recusou-se a ratificar esta convenção.

Os promotores otimistas

Contando com a corrente favorável que representa hoje a onda ambientalista, os promotores do projeto de Buronga, reunidos no quadro de uma sociedade batizada EnviroMission, consideram que eles não deverão enfrentar maiores problemas para levantar os 380 milhões de euros (uma central alimentada com carvão de uma capacidade similar custaria cerca de 340 milhões de euros) necessários para a construção da mais alta estrutura no mundo.

"Achamos que o nosso pedido de financiamento não deverá encontrar grandes dificuldades para ser aprovado", estima Roger Davey, o patrão da EnviroMission. A nossa abertura de concorrência será original e, além disso, estamos prevendo incrementar parcerias com as firmas de construção e os fabricantes de materiais com os quais iremos trabalhar. Vamos também assinar acordos de produção de eletricidade com empresas que estão precisando de novas fontes de energia limpa. O governo federal e os dos diferentes Estados também poderão nos ajudar, concedendo reduções de encargos fiscais para o projeto, por exemplo".

Vários grupos internacionais importantes poderiam também se interessar por esse projeto. Em julho, o Banco Mundial anunciou que 17 grupos multinacionais, entre os quais BP, Mitsubishi e o gigante alemão da energia RWE, criaram um fundo comum destinado a compensar as suas emissões de dióxido de carbono e com objetivo de investir em fontes de energia limpa.

Se o projeto de Buronga obtiver de fato o sucesso que se espera dele, os seus promotores prevêem construir na Austrália quatro outras centrais similares até 2010. O principal acionista da EnviroMission, que está cotado na Bolsa australiana desde agosto de 2001, a Energen Global (e que possui 38% das ações), está planejando a construção de outras centrais solares, no Arizona, no Nevada, na Califórnia e no México. A empresa também adquiriu os direitos para desenvolver essa tecnologia na Jordânia, no Vietnã, na China, na Índia, no Sri Lanka, no Paquistão, no Canadá e no Egito.

Se a central de Buronga provar a sua eficiência, outras torres gigantes deverão ser rapidamente construídas em regiões desérticas do planeta.

Tradução: Jean-Yves de Neufville
http://www.edrb.com.br/ler_noticia.asp?numero=00005

Solar Chimneys, Vortex, Energy Towers
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